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PRÓXIMO JOGO DIA: 19.01.2018
FC PORTO TONDELA // COMPETIÇÃO: liga

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“O Ruído do Indecentes – Parte 2”


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Seis [6] jogos, seis [6] derrotas, zero [0] pontos, catorze [14] golos sofridos, um [1] golo marcado. Estes são os números com que um tal que se auto-designa de “Glorioso”, terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões (2017/2018). Quanto a este marco histórico do futebol português há algumas coisas que importa ter em conta: 1) Estabelecem o recorde de pior prestação de um cabeça-de-série na referida competição; 2) Tornam-se na única equipa, num universo de oitenta [80], a não pontuar nas competições europeias; 3) Estabelecem o recorde de pior prestação de uma equipa portuguesa nestas mesmas competições. E sobre isto convém relembrar que por lá andaram o Paços de Ferreira, o Rio Ave, o Belenenses, Beira-Mar, Braga, Académica, UD Leiria, etc.; 4) Nos seis jogos que disputou nesta competição foram marcados mais penaltis e expulsões contra o Al-Carnidão do que nas últimas duas edições do Campeonato português.

Algo estranho se passa. E escrevo isto porque a realidade em Portugal é bem diferente e a diferença entre o Al-Carnidão fora e dentro do seu Estado lampiânico é completamente discrepante. Tanto os resultados como as decisões de arbitragem têm tendência a ser estranhamente favoráveis num momento em que de há três anos para cá, o tretacampeão tem apresentado uma qualidade futebol abaixo do medíocre, quando comparado com os rivais mais diretos, inclusive confiando naquela estranha estrelinha da sorte, que actua sempre que se vêem banalizados e encostados por equipas teoricamente mais fracas e fora da sua rede de influência. E é esta a estória que se vai repetindo ano após ano, curiosamente, durante as últimas duas décadas. Perante o Belenenses, Setúbal, Tondela, Braga, Marítimo, Nacional ou Estoril, o Al-Carnidão agiganta-se e todos os canais e jornaleiros sob alçada do seu departamento de propaganda, gabam e realçam a grandeza europeia de Carnide em relação aos seus pequenos adversários, mas quanto esses pequenos são o Celta de Vigo, o Basileia, o Olympiacos, Celtic, Hapoel, Estugarda, entre outros, este Carnide, em desafios com arbitragens isentas (que claramente prejudicam as suas aspirações a grande da europa) acaba sempre por tremer e sucumbir perante estes portentos do futebol mundial.

Da cabeça dos galináceos que porventura possam vir a ler este texto, dois argumentos emergem do seu pensamento, e rapidamente para escamotear esta triste verdade atiram: 1) “Mas o FC Porto já perdeu contra adversários muito inferiores”. Sim é verdade, mas o FC Porto em momento algum reclama para si o estatuto de “eterno grande” e “glorioso”. Todos os portistas têm consciência que o FC Porto começou por ser pequeno (durante décadas espezinhado por um Estado fascista e totalitário) e se tornou grande, aliás, o grande com mais títulos internacionais do futebol português. E sim, durante este longo processo sofreu alguns percalços e, aprendendo com cada erro, com cada derrota, foi crescendo sobre o seu próprio insucesso; 2) “Como é possível dizer-se que o Glorioso não tem bons resultados na Europa se até foi a duas finais?”. Certo, foram a duas finais, da Liga Europa, como lá chegaram seria interessante debater mas estou mais interessado em como foram parar a esta competição. É que acontece que nesses dois anos o Al-Carnidão começou a época na fase de grupos da Liga dos Campeões e pela sua falta de capacidade para se manter a esse nível ficou em 3º lugar tendo sido relegado para a Liga Europa. Daqui surgem logo duas respostas: 1.1) “Mas o FC Porto também andou pela Liga Europa”. Certo, e das duas únicas vezes que falhou a fase de grupos da Liga dos Campeões ganhou essa mesma competição (até parece fácil); 1.2) “Mas o FC Porto também já foi relegado da Liga dos Campeões. Mais uma vez tudo certo mas é aqui que temos que recorrer aos registos de ambas as instituições. Neste formato da Liga dos Campeões, o FC Porto regista treze [13] passagens à fase a eliminar, já o Al-Carnidão, alheio à realidade e imerso num mundo alternativo onde é o maior do planeta, apenas garantiu a passagem por sete [7] ocasiões (cerca de metade portanto).

Este é o Al-Carnidão do Portugal dos pequeninos, onde a realidade é distorcida, onde nos programas desportivos, que chegam ao ridículo de apresentar um painel inteiramente constituído por ex-comentadores e empregados da BTV para comentar os jogos do FCP, se repetem vezes sem fim lances duvidosos dos rivais, FCP e SCP, e escondem-se lances duvidosos que envolvem os seus mestres da Madrassa da Luz. Coincidentemente, os jornaleiros que conduzem estes programas são também eles fiéis deste Estado Lampiânico, constituindo assim a máquina de propaganda vermelha que vai mantendo os seus fiéis intelectualmente menos capacitados num estado de permanente alucinação assim como mantêm a pressão sobre os agentes desportivos e financeiros, forçando-os a ceder aos seus interesses.

É precisamente esta máquina de propaganda vermelha que vai também assumindo a primeira linha de defesa deste, agora muito aflito, Al-Carnidão. Depois de tudo o que tem vindo a ser revelado, depois do que viemos a saber sobre o juiz do TAD responsável pelo caso dos Vouchers, depois do caso do periquito amestrado e treinado para a prática de espionagem empresarial, depois de sabermos dos ficheiros de vigilância e recolha de dados de carácter íntimo de personalidades chave do futebol português, entre muitos outros casos, vemos a propaganda lampiónica a organizar-se e a clamar a uma só voz pela pacificação do futebol português. Quem se lembra do que foi o caso apito dourado certamente achará estranho esta postura da nossa angélica comunicação social e se questionará onde andavam estes arautos da defesa do “futebol espetáculo” na altura. O intuito é simples, ao contrário daquilo que fizeram no tempo do apito dourado (tema a ser analisado no futuro em comparação com o actual caso dos emails), a defesa do Estado Lampiânico passa por evitar a todo o custo que se fale dos emails ou que pelo menos se evite um debate e uma análise sobre as reais implicações que lhes são inerentes.

A verdade é que, nos canais televisivos e meios jornalísticos sobre o conteúdo dos emails (agora amplamente difundidos e partilhados nas redes sociais) já pouco se fala, e não se fala porque ninguém [leia-se comunicação social e agentes desportivos comprometidos e sob a influência do “primeiro-ministro”] quer falar disso, porque não dá jeito ou simplesmente porque o poder instalado força a que as atenções se centrem em questões acessórias. Querem falar da insolvência do Francisco J. Marques, da avença que teve no passado com o Fc Porto, dos cânticos do Super Dragões, do apito dourado, de supostas falsificações, de pirataria informática e de todo o tipo de teorias da conspiração porque é isso que as pessoas fazem por estes dias. Se não gostam de uma estória, apontam noutras direcções, criam ruído para desviar as atenções do que realmente importa, questionam a objectividade ou posição de quem ousa questionar o status quo sem nunca olhar para si próprios com esse mesmo sentido crítico com que atacam os outros, esperando por tudo que a verdade se perca na confusão que eles próprios criaram. O resultado, quando finalmente chegamos ao fim, depois de terem esperneado e gritado tanto e tão alto, já nem nos lembramos de qual era questão ou do que realmente era importante para a compreensão do problema levantado.

Dragão Inconveniente - 12/12/2017



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