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PRÓXIMO JOGO DIA: 19.01.2018
FC PORTO TONDELA // COMPETIÇÃO: liga

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"Os bonecos do senhor ministro"


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Chegámos ao fim da primeira volta do campeonato e há coisas que nunca mudam: O FC Porto mantém o estatuto de equipa mais prejudicada da história do futebol português (é que até no caso Apito Dourado sai prejudicado. Ou só eu é que acho estranho que com tanta “fruta” e “chocolatinhos” tudo o que lhe é concedido são dois míseros empates?) e o Al-Carnidão por via do seu boneco Vitória continua a fazer-se de vítima ainda que continue a ser beneficiado obscenamente à semelhança dos tempos da “velha senhora”. Contudo algo mudou…

O Dragão despertou, e despertou de tal forma que, enquanto clube do mundo mais titulado do século XXI, finaliza esta etapa com o seu melhor registo deste mesmo século, o que se traduz num incontestável 1º lugar num campeonato inquinado a favor de um TRETA que quer ser penta e ainda com uma “nota artística” que se evidencia pelos números: melhor ataque com 45 golos marcados e melhor defesa com 9 sofridos.

Regressamos assim ao FC Porto do passado mas sempre com o olhar no futuro, àquele FC Porto do tempo de Pedroto que se ergueu e libertou das grilhetas do passado fascista e do centralismo lisboeta e cumpriu o seu desígnio, tornar-se o grande baluarte das gentes do norte e do espírito nortenho, espírito esse que por uns breves anos alguns pensavam ter desaparecido. Enganaram-se! Esse espírito de revolta, de luta, de transcendência, de oposição e de esforço que tanto nos caracteriza e que no passado recente da nossa democracia tanto fez estremecer o centralismo lisboeta está vivo e de regresso. É esse o espírito que se respira no Porto e neste nosso Norte, podemos não ser os mais rápidos, podemos não ser os mais altos, podemos não ser os mais fortes, até podemos não ser os mais talentosos mas somos os mais esforçados, superamos os nossos rivais pelo esforço, dedicação, ambição pelo espírito de luta, pela raça de dragão e mais importante pelo espírito de união e por isso somos melhores, por isso estamos no lugar que nos pertence.

Posto isto, outras coisas parecem não querer mudar. O alto valor do nacional-benfiquismo parece toldar o raciocínio e o mero senso comum daqueles que o seguem, e nos últimos dias, o mais recente caso trata-se nada mais, nada menos do que o ministro das finanças português. Soube-se recentemente que este, por intermédio do Ministério das Finanças, havia pedido bilhetes para ele e para o seu filho assistirem na tribuna presidencial a uma missa na Madrassa da Luz na qual se tentou fazer de cordeiro sacrificial um clube muito incómodo para as elites da capital do império. Prontamente se tentou apresentar uma defesa, e esta passou por questionar sobre qual seria o problema deste facto, alegando-se questões de segurança, que não foi violado qualquer código de conduta para um representante do Estado português e que até seria um direito deste nosso ministro enquanto cidadão. Ora, não será bem assim. Qual o problema então? Em primeiro lugar, eis que o nacional-benfiquismo se eleva como o alto valor e desígnio nacional e o ministro das finanças do Estado soberano português agracia com a sua presença o “Escobar das Furnas”, alto representante do Al-Carnidão, glorificando assim, não só o logro desportivo como o desfalque financeiro e assalto ao erário nacional perpetrado por este experiente e recorrente burlão. Em segundo lugar, sim, o código de conduta para um representante do Estado português foi de facto quebrado na medida em que tal pedido veio de uma instituição pública a título de favor e de forma clandestina. Se o ministério foi envolvido nesse pedido então tratava-se de uma visita de Estado e a questão da segurança nem tão pouco era posta em causa, agora quando tudo é feito na sombra e sem conhecimento público é que já se torna, para o ministro, mais difícil de justificar e para nós cidadãos portugueses de todas as cores, mais difícil de aceitar.

De facto é um direito que assiste o ministro das finanças português escolher o que quer fazer com o seu tempo livre e na sua vida privada mas então porque é que foi o Ministério das finanças a realizar tal pedido? Facilmente o cidadão Mário Centeno podia ter redigido e enviado o mesmo e-mail sem qualquer intervenção do ministério que chefia e que assim já não constituiria uma violação do código de conduta enquanto governante português. Contudo o que ficou evidente foi que o Ministério das Finanças e por arrasto o Estado português, por via de um seu alto representante, foi para a mesquita da Luz “apoiar o Al-Carnidão contra o FC Porto”. A sério que não conseguem ver o problema nisto?

No fundo estamos perante uma demonstração cabal de uma aterradora falta de vergonha e de sentido de Estado de um dos mais altos responsáveis do nosso país. Isto porque enquanto responsável máximo pela máquina fiscal nacional faz questão de ladear publicamente aquela triste figura totalitária do Al-Carnidão, conhecido em todo o país pelas sucessivas burlas e dívidas à banca portuguesa, só pode ser gozo daqueles que trabalharam uma vida inteira e daqueles que por razões alheias tiveram que cobrir um fosso financeiro no valor superior a 1.100 milhões de euros, que este senhor e seus comparsas da SAD deste Al-Carnidão cavaram.

Até aqui temos apenas um problema de pouca vergonha e má conduta de um alto responsável do Estado português. Contudo tudo muda quando descobrimos que a Polícia Judiciária está já a investigar um caso de perdão fiscal aos filhos do primeiro-ministro do Al-Carnidão que terá sido executado uns dias antes daquele oculto pedido de bilhetes por parte do Ministério das Finanças. Inadvertidamente Mário Centeno e o seu ministério acabam por ser apanhados no contexto dos e-mails deste “Escobar das Furnas”, onde este mesmo terá recebido um e-mail de um dos filhos a agradecer-lhe o “empurrão” para que lhe fosse reconhecida a isenção de pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a um prédio da família, pertencente à empresa presidida por Sara Vieira, filha deste nosso Escobar. “Pai já cá canta!!! Sem o teu empurrão não íamos lá”, pode-se ler no referido e-mail de 24 de Março de 2017 relativo a um processo do qual Tiago Vieira já se havia queixado ao seu pai e pedido que este interviesse por via dos seus muitos contactos. Dias depois temos o triste episódio já descrito do ministro das finanças alegremente sentado ao lado de um dos seus maiores burlões da história da democracia portuguesa. Estranho, ou não?

Entretanto, o Ministério das Finanças negou qualquer intervenção na atribuição de isenções de IMI, salientando que essa é uma competência das autarquias. Como se tal fosse impeditivo de um abuso de poder vindo das altas instâncias sobre as mais baixas, como se o ministério das finanças não tivesse o poder e toda a facilidade em o fazer, como se a Câmara Municipal de Lisboa não estivesse também ela infestada de gente subserviente e leal ao nacional-benfiquismo, como se já não existissem no passado casos em que uma qualquer instituição governamental portuguesa ignora a lei e concede isenções fiscais ilegais e obscenas a este Al-Carnidão e aos que lhe estão associados.

Tudo isto é grave e merece um debate mais aprofundado e melhores explicações do que aquelas que foram dadas pelo ministro Mário Centeno até num tom jocoso e de desprezo. Este ministro, apesar da suspeita de corrupção activa que paira sobre ele, em primeiro lugar, não conseguiu desmentir esta alegada troca de favores, em segundo lugar vê-se envolvido no maior escândalo de corrupção no desporto português sendo esperado mais dele do que um simples sorriso cínico e comprometido.

No fundo, e recuperando as palavras do nosso mister Sérgio Conceição, Mário Centeno parecia mais um boneco do nacional-benfiquismo, um boneco em modo sonso.

Escrito por Dragão Inconveniente – 09/01/2018.



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