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PRÓXIMO JOGO DIA: 17.12.2017
fc porto MARÍTIMO // COMPETIÇÃO: liga

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Santos e Pecadores


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Agora a sério, nunca gostei de santos e sempre que oiço falar em santidade fico logo de pé atrás, e tal como eu ou qualquer Ser Humano, Fernando Madureira não é santo nenhum e suspeito que o próprio nem tão pouco ambiciona ascender a essa condição. Contudo, a mais recente decisão do IPJD em punir este cidadão, ignorando os mais básicos princípios da nossa sociedade, com uma pena de 6 meses de interdição de acesso a recintos desportivos, e dado o timing da mesma, é bastante revelador e torna-se o segundo atropelo mais grave no futebol português após o atropelo do adepto sportinguista no passado mês de Abril [2017].

Talvez o verdadeiro crime de Madureira não sejam os cânticos, que nunca chegou a entoar, mas sim o de ser adepto do maior bastião da oposição ao domínio do centralismo lisboeta e líder de uma claque, que diga-se, também não são santos nenhuns mas que acabam, também por alguma culpa própria à mistura, por ser alvo de intensas campanhas difamatórias.

É certo que a claque dos Super Dragões já protagonizou episódios mais infelizes mas também é verdade que essa mesma claque já por bastas vezes abraçou projectos de solidariedade social (sendo até a única a faze-lo) que pouco ou mesmo nenhum eco obtiveram da comunicação social que, talvez esquecendo os mais recentes episódios de violência em recintos desportivos, não hesita nem por um segundo em caracterizar os nortenhos como “aquela gente que só sabe recorrer à violência”.

E é aqui que tudo fica muito confuso para mim. Só este ano todos os episódios de violência nos estádios foram protagonizados por aquela claque de cariz neo-nazi, equipada e financiada pelo seu clube, e que talvez por terem um autêntico arsenal na mesquita da Luz se auto-proclamam como o braço armado do Benfica.

Afinal o que é isto? A dualidade de critérios e a medida pela qual se pune é absolutamente gritante e, pelo seu requinte totalitário, só encontra paralelo nos tempos passados em que Salazar governava este país. Isto só vem cada vez mais a evidenciar um claro regime de impunidade para uns, a quem lhes é permitido tudo e todas as excepções são aplicadas, em detrimento de outros a quem o direito de entoar cânticos lhes é negado. Já todos nos rimos das penas impostas ao clube pelo cântico “e quem não salta é Lampião”, como se este fosse um cântico minimamente ofensivo, mas neste caso está em causa o cântico relativo ao Benfica que fazia menção ao trágico acidente da Chapecoense, assumida posteriormente pela direcção da claque a infelicidade dessa acção em particular.

Afinal o que está aqui verdadeiramente em causa? Agrediram alguém? Mataram alguém? Vandalizaram alguma coisa? Não! O seu único crime foi terem ofendido duas instituições (uma delas inadvertidamente) sendo que uma deve ter ficado verdadeiramente com o orgulho ferido (e não foi a Chapecoense), e todos sabemos como eles se comportam quando em causa está o seu orgulho.

E assim chegamos ao busílis da questão. Ofender alguém não é o mesmo que queimar, apedrejar, atropelar ou esfaquear e quanto a este tipo de episódios o Al-Carnidão é o denominador comum. Aliás, a nossa constituição salvaguarda o direito fundamental e irrevogável da liberdade de expressão, e quer queiram quer não, o direito a ofender está consagrado sendo que este cântico não constitui qualquer crime. Nesta nossa República Democrática ninguém pode ser perseguido ou silenciado pela manifestação de uma opinião, de uma ofensa ou por apoio a uma causa seja ela qual for, mas por uma razão qualquer, ou pelo facto de haver um clássico à porta, o líder de uma das claques é punido por um crime que nem sequer chegou a cometer uma vez que não estava presente no momento que esses tão infelizes cânticos se fizeram ouvir.

Já no que toca a cânticos, lembro-me bem dos cânticos que têm sido sistematicamente repetidos em diversos estádios e pavilhões, havendo inúmeros registos deles, e que correspondem à celebração de um homicídio, também de um adepto do Sporting, em 1996, no Jamor. O que fez o IPJD quanto a isso? NADA!

Enquanto tudo isto se passa, os nortenhos continuam a ser os maus da fita e os sócios organizados continuam a ser vistos como uns santinhos…[suspiro]… não se entende.

Mais grave ainda é ver o Estado Português, representado pelo IPDJ e pelo Governo da República, a insistir neste ambiente de excepção, fazendo dele mesmo também um cúmplice e responsável moral pelas tragédias que virão a acontecer (e acreditem que mais cedo ou mais tarde vão acontecer), resultado do clima de impunidade total que cobre o Benfica e das provocações sistemáticas ao Futebol Clube do Porto e seus adeptos, a todo o Norte e a todos aqueles que fazem desta região a mais importante para a economia portuguesa.

Indiferentes a tudo isso, as cortes do Terreiro do Paço punem ferozmente, sem contemplações, os cânticos assumidamente infelizes de um grupo de adeptos do FC Porto, mas toleram actos incomparavelmente mais graves cometidos por instituições sediadas na cabeça-do-reino e pelos seus adeptos.

Noutro assunto mais ou menos relacionado soubemos hoje que o juiz que compunha os quadros do TAD, com antecedentes escabrosos de decisões anti FCP e pró SLB, acabou de renunciar ao cargo após a denuncia da revista Sábado (uma das poucas que ainda desafia o poder instalado) quanto ao fornecimento de bilhetes para os camarotes da Luz fornecidos pelo clube a pedido do mesmo. Corrupção? Não! Lá para sul chamam-lhe de cortesia…

Dragão Inconveniente – 09/11/2017.



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