Próximo jogo: Tondela vs FC Porto referente à 23.ª jornada da Liga sexta-feira dia 22 ás 21h15, no Estádio João Cardoso
Bem vindo Dragão, 23 de Fevereiro de 2019

Raça Dragão

Crónicas do Dragão

Depois das Toupeiras, temos outro clássico em Braga mas o melão continua a inchar aos lampiões

Adicionado em: 25 de Janeiro de 2019 // Fonte: Pedro Carvalho

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Foi um clássico como todos os adeptos do futebol gostam: aberto, rápido, agressivo, polémico e de discussão prolongada. O FC Porto e o Benfica encontraram-se em Braga para disputar a primeira meia-final da presente edição da Taça da Liga. Saiu-se melhor o FC Porto que acabou por vencer por um resultado algo folgado.

Não faltaram motivos de interesse e quem receou assistir a um clássico fechado, táctico e bastante cauteloso de ambas as equipas, enganou-se redondamente. O FC Porto apresentou o onze do último jogo, apenas com duas alterações: Vaná apareceu na baliza e André Pereira ocupou a vaga de Soares na frente de ataque.

O FC Porto entrou fortíssimo no jogo. Ainda não estavam cumpridos os primeiro 60 segundos de jogo e já Marega desperdiçava um golo na cara de Svilar. Não contente com isto, o Benfica decidiu ripostar no minuto imediato, com a bola a sobrevoar a baliza portista mas o perigo terminou com uma bola rematada à malha lateral por João Félix.

Aos 8 minutos, Corona recebeu um passe de Marega na grande área e foi derrubado por Rúben Dias. O árbitro mandou seguir e nem sequer houve intervenção do VAR. Aos 24 minutos, os Dragões inauguraram o marcador já depois de André Pereira e Corona terem desperdiçado boas oportunidades de golo.

Marega, desmarcado na direita, rematou para defesa de Svilar e na passada, Brahimi atirou para o fundo das malhas, perante a incapacidade da defesa contrária. O Benfica respondeu sete minutos depois. Numa transição rápida, o FC Porto foi apanhado em contrapé com a defesa descompensada. Pizzi cruzou para a área, Seferovic dominou a bola e rematou para defesa de Vaná. A bola ressaltou para o pé de Rafa e encaminhou-se para a baliza.

O FC Porto reagiu de imediato. Aos 35 minutos, Brahimi desmarcou Corona na área, o mexicano amorteceu para a entrada de Marega que, de pé esquerdo, bateu Svilar. Estava reposta a vantagem no marcador.

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O jogo ficou partido e havia ameaças nas duas balizas. Alguma precipitação e boas intervenções dos Guarda-Redes impediram que o resultado sofresse alterações até ao descanso.

Em cima do intervalo, o Benfica empatava o jogo, mas o golo era anulado pelo árbitro auxiliar. O VAR chamado a intervir não se pronunciou contra, uma vez que o lance não é claro. Mas já lá vamos à apreciação do momento. O FC Porto beneficiou de um livre perto da área benfiquista. Alex Telles cobrou, a bola foi cortada pela defesa vermelha e, num ápice, surgiram três jogadores do Benfica para um do FC Porto. Seferovic isolou Rafa e o avançado foi para a baliza. À saída de Vaná tocou a bola para Pizzi que empurrou para as malhas.

Ora, no momento do passe de Seferovic para Rafa, o avançado português encontrava-se numa posição milimétrica de fora-de-jogo. É um lance que suscita muita controvérsia e bastante polémica. Quer tivesse sido validado, quer tivesse sido anulado, como foi o caso. O VAR só pode intervir em lances de erros claros. Na repetição do lance com a linha da câmara de TV, é possível ver a ponta da bota do jogador benfiquista à frente dessa linha. Permite-nos dizer que estava em fora-de-jogo milimétrico.

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Mas como estamos num país de pura propaganda do benfiquistão, o lance foi, é e será passado e discutido até à exaustão, sob a teoria de que foi um escândalo nacional. E o benfiquistão, com os seus acólitos bem posicionados estrategicamente nos principais órgãos de comunicação social, irá repetir permanentemente que foi um erro claro e inequívoco e que penalizou a sua equipa. Não, não há erro nenhum. Há, sim, um lance milimétrico que quer fosse validado, quer fosse anulado, seria sempre uma decisão perfeitamente aceitável. Mas como o modus-operandi de vigaristas e desonestos é o que todos sabemos, este lance vai já marcar a época toda na cabeça de gente mesquinha.

Esta gente quando foi colocada perante o lance do Benfica-Portimonense da época passada, com o VAR a anular um golo à equipa algarvia por pretenso fora-de-jogo milimétrico, foi aplaudido de pé por todo o benfiquistão. Uma decisão muito bem ajuizada e de grande competência foi o que se disse e o que se escreveu por toda a imprensa. Curiosamente e, eu acrescento, coincidentemente, o VAR desse jogo foi o mesmo que esteve esta noite em Braga. E o que disse agora o líder do benfiquistão sobre o árbitro? Não tem condições para apitar. Bendita coerência!

Esta gente que está ao serviço do benfiquistão e que dispara e propala barbaridades em tudo o que é tv/jornais/radio é a mesma que aceitou e concordou com o lance anulado a Soares na temporada passada no jogo entre o Sporting e o FC Porto a contar para as meias-finais da mesma prova. Soares estava na mesma situação que Rafa neste jogo. Ou seja, quanto muito seria um lance milimétrico.

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Mas ainda há mais.

Esta gente, que não pensa pela própria cabeça e diz o que lhe mandam dizer, escamoteou e esqueceu por completo o golo que Seferovic marcou, esta época, diante do P. Ferreira. O jogador suíço encontrava-se adiantado no momento do cruzamento. Onde estão as vozes protestantes e condenatórias? Zero.

Tenham vergonha! Deveriam estar calados e lavar a boca com sabão. Na segunda parte, o FC Porto recuou as linhas e defendeu a vantagem que dispunha. O Benfica pegou no jogo e tentou acercar-se da baliza portista. Por duas vezes, a baliza de Vaná esteve ameaçada. Os campeões nacionais tentavam sair para a contra-ofensiva e em duas situações Marega poderia ter definido melhor, não fosse o cansaço que acusou, uma vez que o maliano passou a fechar o corredor direito depois da saída de Corona.

A etapa complementar apesar de ter sido intensa e de bastante luta, foi menos interessante do que a etapa inicial. No entanto, a seis minutos da contenda, Soares recebeu uma bola perto do meio-campo, rodou e isolou Fernando Andrade que rendera Brahimi. O avançado brasileiro acelerou para a baliza e colocou a bola no canto inferior, estabelecendo o resultado final.

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No final, venceu a melhor equipa, o colectivo mais sólido e mais experiente. Destaques finais para o grande jogo de Óliver Torres e para a capacidade de sacrifício de Marega que se desdobrou em várias funções em prol da equipa. Por outro lado, a grande moldura humana azul-e-branca registada na bancada nascente contrastou com as clareiras na bancada poente vermelha que nos faz perceber que, neste país, há mesmo seis milhões. São os seis milhões da treta.

O FC Porto segue para a final da prova onde vai encontrar o Sporting. O derradeiro jogo será disputado no próximo Sábado, no mesmo palco de Braga!

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A História está repleta de grandes asneiradas. D. João II convidou Cristóvão Colombo para pregar outra freguesia, e perdeu a hipótese de dominar a totalidade do continente Americano, Napoleão cismou que conquistaria a imensa Rússia numa única batalha, e perdeu o melhor exército do mundo na brincadeira ou, já que estamos a falar de Russos, estes lembraram-se de vender o Alaska aos States por pouco mais que umas sandes de queijo e, azar, por baixo da neve, escondiam-se toneladas e toneladas de ouro.

Pinto da Costa, e nós, portistas em geral, fizemos a asneirada de durante largos anos desvalorizar, e até mesmo gozar - como foi o episódio da viagem de comboio - com a Taça da Liga. Ela pode ser chata, inconveniente, disparatada ou apenas uma desculpa para alguns juntarem uns cobres à nossa custa. Ainda assim, É UMA COMPETIÇÃO OFICIAL a contar para o palmarés. Com a brincadeira, não só ajudamos o nosso maior rival a ultrapassar-nos na contabilização de títulos, como até sofremos a única goleada de um grande neste século (4-1 em Alvalade). É com bastante agrado que vejo Sérgio Conceição a honrar o nosso ADN e corrigir esta asneirada histórica: Entrar em todos os jogos para vencer. SEMPRE!

Esta Taça da Liga não é excepção. Insignificante ou não, é um troféu que nos falta. É para trazer o caneco!

Do jogo com vermelhos, já sabemos que a capacidade de memória daqueles seres excluirá a vergonha de arbitragem - para não dizer roubalheira - que foi o FC Porto - slb da época passada, felizmente sem consequências de maior para o título final. Bem diferente do que fizeram Carlos Xistra e Fábio Veríssimo neste clássico, onde ambos erraram para os DOIS LADOS.

O golo encarnado foi mal anulado. Ponto. Não vale a pena entrar na discussão se a unha do pé do avançado estava à frente ou não do último defensor. Temos que ser coerentes. Na altura do passe, o jogador estava em linha. Contudo, e exceptuando este lance favorável aos encarnados, a narrativa ficcionada benfiquista esquece-se convenientemente do penalty que Corona sofreu na parte inicial do jogo, ou o vermelho por acumulação de amarelos, que Seferovic deveria ter recebido na 2ª parte. Nos golos iniciais de ambos, quer no roubo de bola de Óliver, quer no domínio de Seferovic, situações difíceis, mas penso que o árbitro esteve bem em deixar seguir. Como já referi em crónicas anteriores, a diferença entre errar para dois lados, ou errar só para um lado, é a diferença entre uma má arbitragem (como o foi esta) e um Roubo, como o foi no ano passado no Dragão.

Preocupante deste jogo, foram os enormes buracos no miolo do terreno, que permitiram por várias vezes que surgissem 1, 2 e até 3 jogadores encarnados na cara de Vaná. Se a qualidade dos nossos 4 defesas não está em causa, nem a abnegação de Herrera e Óliver, monstros a cair em cima do meio-campo contrário, há que trabalhar melhor a substituição de Danilo naquela zona do terreno, bem como a adaptação de Militão à direita. Por sorte, não estávamos a defrontar matadores de top, como o vimos a semana passada no Leixões. Contudo, não convém abusar da fortuna.

E agora deixo duas reflexões:

1 - Salvador deveria preocupar-se em tornar o Sporting de Braga um clube independente e honrado!

Antes de pedir apoio à cidade, Salvador deveria preocupar-se em tornar o Sporting de Braga um clube independente e honrado, no qual os adeptos se possam identificar e orgulhar. Enquanto a costela avermelhada pairar sobre a instituição, porque deverão os Bracarenses apoiar intermediários, quando podem apoiar directamente a casa-mãe lisboeta?

2 - Admitindo que Rui Pinto é efectivamente o hacker que pirateou os emails encarnados!

Admitindo que Rui Pinto é efectivamente o hacker que pirateou os emails encarnados, do que se conhece até ao momento, não foram envolvidas nenhumas contrapartidas materiais e/ou financeiras pelos emails. Se assim se comprovar, as acções levadas a cabo por Rui Pinto deveriam ser motivos de elogio, e até de convite de colaboração com as autoridades. Só mesmo no Benfiquistão Tugalandês, é que a denúncia de graves crimes de corrupção é passível de ser considerada ela própria um crime... por acusação dos corruptos.



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