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Crónicas do Dragão

O FC Porto está, neste momento, com urgência máxima para parar, descansar, recarregar baterias

Adicionado em: 27 de Dezembro de 2018 // Fonte: Biba o Porto Carago

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O FC Porto está, neste momento, com urgência máxima para parar, descansar, recarregar baterias e, com isto não pode, de forma alguma, sujeitar-se a deitar por terra os principais objectivos da época. A equipa está num grande momento, em termos de resultados desportivos, mas está perigosamente à beira de perder alguns dos seus principais protagonistas devido ao grande desgaste a que se sujeitou ao longo dos últimos dois ciclos de jogos nos últimos três meses.

Em quinze jogos, os Dragões obtiveram outras tantas vitórias, com jogos exigentes em todas as competições em que estão envolvidos. Artur Jorge foi, finalmente, igualado em vitórias consecutivas após mais de 33 anos volvidos.

Os resultados obtidos pela equipa de Sérgio Conceição traduziram-se numa quase imaculada passagem aos oitavos-de-final da Champions League, com a conquista do primeiro lugar do seu grupo, na liderança destacada na Liga NOS com quatro pontos sobre o segundo classificado e no apuramento para os quartos-de-final da Taça de Portugal.

Não, não me estou a esquecer da Taça da Liga. Já lá vamos. Para terminar o ano civil, o FC Porto tem ainda para cumprir um jogo referente a esta prova. Um jogo que vai ser realizado daqui por uma semana, no meio da quadra natalícia e em que é preciso estar em alerta máximo. Temos que pensar se valerá a pena arriscar toda uma época por um jogo que pode (ou não) colocar o FC Porto na Final Four da Taça Allianz.

Com toda a sinceridade, caso eu fosse responsável máximo desta equipa, jamais colocaria jogadores fundamentais a cumprir o jogo com o Belenenses, no Jamor para o apuramento da Final Four da Taça da Liga. Lembramo-nos, com certeza, e estamos todos cientes de que não época passada, perdemos alguns jogadores em fases cruciais da época que quase nos custaram o título de campeão nacional. Falo obviamente da lesão de Danilo, mas também das contrariedades físicas de Marega e Soares.

Por isso, no próximo dia 30 jogaria com jogadores menos utilizados diante do Belenenses sem pestanejar, porque estamos na iminência de ser obrigados a jogar com essas opções menos utilizadas em jogos mais importantes. E, caso consigamos vencer o Belenenses com um onze alternativo, muito bem, caso não consigamos, paciência.

Pois, eu sei que o Sérgio Conceição quer vencer as quatro provas nacionais! Mas para se fazer omeletes, é preciso ter ovos e, neste momento, há claras lacunas na equipa que passam por encontrar verdadeiras alternativas em certas posições. O FC Porto comporta jogadores no seu plantel que não têm sido verdadeiras opções. Não sei se é porque Sérgio Conceição não tem plena confiança neles ou se ainda não chegou a hora de se mostrarem como alternativas efectivas. Se calhar, se essas alternativas jogarem com o Belenenses, poderá ser uma forma do técnico portista passar um atestado de confiança a todos. A ver vamos!

Apesar de tudo, o FC Porto entrou muito bem no jogo com o Rio Ave. Sérgio Conceição apostou no 4x4x2, perante um Rio Ave disposto em campo num 4x5x1. Aos 3 minutos, os Dragões criaram uma oportunidade de golo flagrante. Marega escapou pela direita, cruzou na grande área, mas um defesa contrário cortou a bola quando Soares já se preparava para empurrar para as malhas. Depois, o Rio Ave equilibrou as forças e apostou na zona do miolo. Em clara superioridade no meio-campo, os vilacondenses circulavam a bola com muita qualidade.

Aos 12 minutos, Corona errou um passe na zona central do relvado e em três toques, o Rio Ave chegou à baliza portista. Vinícius, o ponta-de-lança da equipa verde-e-branca, abriu o marcador no Estádio do Dragão. Quero, apenas, fazer um parêntesis para salientar a grande qualidade deste avançado brasileiro. Possante, rápido e com um grande sentido de baliza, Vinícius é um jogador para chegar a um clube grande. À atenção do FC Porto!

O golo do Rio Ave acordou e abanou as hostes portistas. Arrepiar caminho passou a ser a palavra de ordem. Quatro minutos depois, Brahimi, numa iniciativa individual, passou por três adversários, soltou a bola em Corona na direita. O mexicano cruzou para a área onde Soares assistiu, de cabeça, Brahimi. O argelino começou e terminou uma bela jogada com um final feliz. Estava restabelecida a igualdade.

Dez minutos depois, Maxi picou a bola na direita, desmarcando Marega. O maliano protegeu a bola com o corpo e ganhou terreno dentro da grande área, rematando por entre o poste e o Guarda-redes Léo Jardim.

Depois do 2-1 só deu Rio Ave em campo. A equipa orientada por Augusto Gama controlou o jogo todo, mas sem criar, praticamente, qualquer situação de apuro para a equipa portista. A terminar o primeiro tempo, Corona desperdiçou flagrantemente o 3-1 com um remate a bater no poste esquerdo da baliza contrária.

A etapa complementar pedia mais um homem no meio-campo portista. Danilo e Herrera eram muito curtos para o trio do meio-campo vila-condense, auxiliado pelos médios-ala. Mas Sérgio Conceição manteve o mesmo onze. Só aos 72 minutos é que Óliver entrou no jogo para o lugar do desgastado e queixoso Corona. Com a entrada do médio espanhol, de quem sou um grande apreciador, o FC Porto pôde finalmente respirar um pouco e controlar o jogo.

Até aí, o Rio Ave fazia um jogo muito bom, com muita qualidade na circulação de bola e teve uma boa oportunidade de golo aos 60 minutos, mas Alex Telles, atento, sacudiu para canto. Sentia-se alguma tensão e nervosismo no Dragão, tanto no relvado como nas bancadas, mas no fim a vitória foi alcançada e o FC Porto parte para o Natal com a liderança reforçada. No entanto, os sinais de alarme estão bem visíveis.

Destaque final para a grande moldura humana, no Dragão, a comprovar que os jogos às 15:00 são e serão sempre os jogos mais apelativos para todas as famílias. Que saudades de outros tempos!

Texto por: Biba O Porto Carago, Pedro Cardona



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