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Bem vindo Dragão, 19 de Maio de 2019

Raça Dragão

Crónicas do Dragão

O porquê de eu não ser lampião. Sobretudo uma questão de decência.

Adicionado em: 08 de Mar�o de 2019 // Fonte: Dragão Inconveniente

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Violência, ódio, ideais de supremacia, mitos de glórias passadas e racismo. Estes são alguns dos ingredientes essenciais para se criar uma instituição de índole fascista e por coincidência também o conjunto de características que melhor definem o Al-Carnidão.
Podia aqui falar do seu passado e dos inúmeros exemplos da sua colaboração com o regime fascista que vigorou durante 40 anos e que era o garante de todo o seu sucesso (os tais mitos de glórias passadas). Podia aqui falar da sua relação e cooperação com uma polícia política e das atrocidades e crimes cometidos contra cidadãos portugueses ao longo de décadas (culto de violência, ódio e medo). Podia também falar de hinos onde se celebrava uma “águia altiva símbolo da raça pura e viva” (ideais de supremacia) e podia ainda falar da intrínseca defesa feita ao regime e ao seu papel “civilizador” nas colónias africanas numa carta dirigida à ONU, aquando da imposição de sanções a Portugal pelo seu desrespeito perante os direitos humanos e pela insistência no imperialismo colonial e racista (mais uma vez os ideias de supremacia e racismo aqui em evidência). Podia continuar a falar do passado, dos inúmeros exemplos que fornece e que nos permite perceber a essência e os valores desta triste instituição. Apesar de tudo, a história recente, tal como o passado, tem sido também tão prolífica neste tipo de exemplos que podemos deixar aquele passado a “preto e branco” para uma outra ocasião.
Posto isto, e permitam-me este pequeno aparte. Não deixa de ser notável o incrível esforço a que se presta este Al-Carnidão na tentativa de limpar a sua imagem através do branqueamento do seu passado, manipulando todos os factos a seu bel-prazer, e sem que nada ou ninguém os exponha por aquilo que foram e ainda são, uma agremiação de fascistas ainda remetidos ao seu armário. Infelizmente, o silêncio omissivo e pactuante da comunicação social, do mundo académico, dos órgãos desportivos e dos próprios órgãos governativos é quase total, permitindo-lhes essa mesma liberdade manipulativa que muito se faz com recurso aos seus blogs e avençados de cartilha. Não fosse o seu passado ainda tão vivo e presente nas mentes e nos comportamentos de muitos dos que defendem e apoiam esta miserável instituição e que, ocasionalmente os leva a deixar cair a pele de cordeiro e autoexpor a sua verdadeira identidade, provavelmente conseguiriam pintar a imagem que pretendem de si.
É sobretudo a partir de 1990 que assistimos ao ressurgimento destes ideais da extrema-direita nos palcos desportivos de uma capital do império que se sentia cada vez mais a perder o controlo que tinha do Norte que desde 1974 havia começado a reerguer-se. Durante a época de 91-92, a exibição de bandeiras e saudações nazis no seio dos “grupos de adeptos organizados” de Carnide eram uma constante. Orgulhosos do seu “encarnado”, na época seguinte formam um novo “grupo organizado” e “sem nome”, composto por skinheads que alegremente exibia as suas suásticas enquanto clamavam por um passado e instituição, a seu ver, nada menos do que “gloriosos”. O ano de 1993 segue forte em demonstrações como estas, tanto da parte destes “inócuos” adeptos como dos dirigentes que declaravam o seu apoio aos mesmos. É neste ano que a violência destes pináculos da rectidão, ainda hoje “sem nome”, começa atingir novas proporções e num jogo com o Belenenses estes valentes e valorosos paladinos da moral e dos bons costumes enfrentam o temível idoso que, pasme-se, se recusava a ceder aos seus ditames (de facto ainda hoje não lidam muito bem com a possibilidade de existirem pessoas que não se vergam perante eles). Ainda neste ano temos a reafirmação internacional dos ideais com que este Al-Carnidão se coze e num jogo que opôs a equipa de Carnide com o Dínamo de Moscovo, a contar para a Taça Uefa, em plena Mesquita da Luz, aquele que é o seu autoproclamado braço armado, com todo o requinte e boas maneiras que lhe é próprio, presenteia todos os russos cuja memória das atrocidades cometidas pelas einsatzgrupen estava e ainda está bem viva (sugiro a pesquisa para que se fique a saber o nível de perfídia desta gente), exibiu uma faixa relativa a estes esquadrões de extermínio das Waffen SS nazis.
É assim que recupero um conjunto de casos que se por ventura tivessem envolvido qualquer outra instituição, que não o Al-Carnidão, provavelmente ainda estaria toda a capital do império escandalizada e todos os seus comentadores encartilhados a explorar o tema até à náusea. Como envolve o “querido” do regime, autoridades policiais, a ERC, a comunicação social e até o SOS Racismo, colocam o rabinho entre as pernas e só não assobiam para o lado porque entretanto já estão prostrados de joelhos com a boca cheia fazendo o felácio do costume ao poder totalitário do Al-Carnidão.
A este ponto creio que todos sabem a que me refiro mas às vezes para que não haja dúvida é preciso pegar os bois pelos cornos ou até mesmo chamar as BESTAS pelos nomes. Refiro-me pois aos mais recentes casos de profundo racismo emitidos por uma qualquer B(estas)TV.
Não esquecendo os casos em que foi exaltada uma recepção violenta aos adeptos do Porto em Carnide e que de facto veio a acontecer (para além da óbvia cultura de ódio e violência não esquecer que hoje em dia até uma mera publicação de Facebook pode resultar em acusação de terrorismo, mas claro, só para quem não veste de vermelho com águias imperialistas ao peito), os desejos pela morte do presidente do Porto e ainda os insultos mais baixos daquele grupo de suínos ao comentar um jogo para a Taça da Liga, eis que agora temos um tal de Martins que saindo do seu armário vem a público mostrar o que realmente é e apelidar de “besta negra” um ex-jogador do Porto. Algo cujo requinte só poderia vir de uma mente tão imbuída no seu passado fascista e por isso tão em consonância com a instituição que representa.
Não contentes com tão cabal demonstração de racismo, um outro organismo, seu nome Meirinho, num comentário a um jogo de camadas jovens decidiu rotular os jovens do Porto como um conjunto de brutos africanos sem qualquer talento. Acrescento que estas figuras tristes que fazem e que insistem em continuar a fazer são a prova cabal de que este mesmo Al-Carnidão, provavelmente ainda na fase da puberdade dada a encenação miserável e atitude de confronto e conflito com que se pauta, demonstra um grau de civismo e boa educação bem ao nível dos seres microscópicos que emprega. Convém ainda questionar como é possível existirem ainda exemplares de “homoprotozoários”, estes em particular, que se auto intitulam ser da mais fina e refinada flor da sociedade mas que depois não conseguem pensar, medir e pesar muito bem as acções que tomam ou dos grunhidos (de acordo com a capacidade genética que vão demonstrando) que vão bolçando em público sobre a forma escrita e com o claro intuito de afectar um clube, região e seus habitantes que mantêm a resistência e o combate à existência de tais repulsivos organismos.
Apesar das várias tentativas do clube “querido” em silenciar e reprimir todos aqueles que o ousam enfrentar, sobretudo através do controlo da comunicação social para manipulação da opinião pública, a verdade é que ainda vivemos numa democracia onde tanto eu como estes desprezíveis organismos podemos expressar as nossas opiniões sem o medo de sermos alvo de repressão (no meu caso tal não é garantido pelas razões que todos conhecemos). A isto chamamos de liberdade de expressão, algo a que este Al-Carnidão, mais uma vez fazendo transparecer os seus valores e tiques do passado, recentemente tem vindo a demonstrar uma certa aversão. A liberdade de expressão tem o seu preço e um deles é por vezes é termos que ouvir a verborreia daqueles que circulam nos corredores da Mesquita de Carnide. Contudo, tem também as suas vantagens e uma delas prende-se essencialmente com questões de higiene. Vejamos, se há razão pela qual eu não apoio ou defendo o Al-Carnidão (e só a ideia de tal hipótese me dá náuseas) é essencialmente porque eles podem falar e manifestar os valores que lhes servem de padrão. Nós nunca sabemos onde andam os palermas, os seres nocivos e tóxicos deste país, até eles falarem, e ainda bem que falam, ainda bem que eles dizem o que pensam e manifestam as suas opiniões e crenças porque é precisamente por isso que eu sei onde me devo posicionar perante tamanhos organismos e a minha posição será sempre a de combate e luta contra quem advoga ideais tão obscenos como aqueles que este Al-Carnidão advoga.
No fundo aquilo que me leva a apoiar o Porto, aquilo que me faz Dragão e depositar tamanha esperança na cidade e seu clube é precisamente o próprio Al-Carnidão, não fosse esta agremiação e eu provavelmente até seria apoiante do pequeno clube da terra onde vivo mas quando vejo um clube reprimido ao longo de décadas por poderes totalitários e cuja sua história é fundada nos ideais da liberdade, da luta contra opressão, da luta em prol da igualde de todos e na resistência à tirania, corrupção, racismo e fascismo, tal clube e tal luta não me deixam indiferente e por isso, enquanto assim for, o Porto ter-me-á como seu acérrimo apoiante de corpo e alma.
Dragão Inconveniente – 08/03/2019.



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